Maceió

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Ilha do Carlito

sábado, 28 de julho de 2012

RECIFE, OLINDA, PORTO DE GALINHAS E JOÃO PESSOA

     MEUS AMIGOS E EU, SEMPRE QUE PROCURAMOS  LINDAS PRAIAS, AGITO E DIVERSÃO, VIAJAMOS PARA O NORDESTE. O COMPANHEIRISMO  E A INTERATIVIDADE NOS ACOMPANHAM DO COMEÇO AO FIM DE CADA VIAGEM.
     EM JOÃO PESSOA, A FEIRA DE ARTESANATO OFERECE AOS TURISTAS UMA GRANDIOSIDADE DE LEMBRANÇAS LINDÍSSIMAS. UM ESPETÁCULO INESQUECÍVEL É A APRESENTAÇÃO DO BOLERO DE RAVEL, TOCADO AO SOM DE CLARINETE , QUANDO O SOL ESTÁ SE PONDO.
     PORTO DE GALINHAS NÃO TEM IGUAL. É TODA ORNAMENTADA POR ENORMES GALINHAS COLORIDAS E IMPONENTES. POR INDICAÇÃO DE UM CASAL EM LUA DE MEL, JANTAMOS VÁRIAS VEZES NO RESTAURANTE "DOMINGO" QUE, ALÉM DE VÁRIOS AMBIENTES ATRAENTES E MUITO BEM DECORADOS, OFERECE UMA GASTRONOMIA EXCELENTE E BARATA.
     AS PRAIAS SÃO INDESCRITÍVEIS E QUEM JÁ EXPERIMENTOU AS SUAS ÁGUAS NÃO SE BANHA MAIS NAS ÁGUAS DO LITORAL GAÚCHO.
     CADA LOCALIDADE, DESDE AS GRANDES CIDADES A PRAIAS MAIS ISOLADAS, TEM SUAS PECULIARIDADES, DIVERSIDADES E SURPRESAS.
                                                                               ALDA MARIA KRUSE DA COSTA

Viagem a Recife












RECIFE É DEMAIS......

REVIVER É PRECISO


                                                       REVIVER É PRECISO

     Certas coisas a gente não esquece, não acabam dentro da gente. Pelo contrário, ficam latentes e doem quando delas lembramos. Dizem que a memória até pode ajudar a conservar nossa história, mas que só esquecendo o passado podemos planejar o futuro. Eu não consigo me imaginar virando as páginas que contêm as lembranças melhores da minha vida. Quero ficar bem velhinha e poder me lembrar das peraltices que cometia no decorrer da minha infância e adolescência. Quero poder contar as histórias que permeavam a minha vida de outrora e poder rir muito de mim, me recordando de trás para frente. Naquela época, eu era apenas uma menina que olhava a vida, mas não enxergava o mundo.

     Hoje, quando adormeço, sonho com meus irmãos e com as artes e brincadeiras que fazíamos. Lembro-me do tempo em que meus irmãos e eu, única mulher entre os cinco irmãos homens, vivíamos em busca de grandes emoções, do tempo alegre em que a juventude teimava em não fugir de nós. Tenho saudades do tempo em que eu era protegida por todos eles, apesar de ser a terceira da fila. Vivia correndo atrás deles, subindo em árvores, jogando “bolitas”, fazendo fogueiras de São João, brincando de pega-pega e de esconde-esconde.  A diferença de idade entre um e outro, era de um a dois anos e quando todos estávamos na adolescência já não se percebia mais esta diferença entre nós.

      A nossa casa ficava no segundo andar de um sobrado e há muito ela se foi. Lembro do meu quarto que ficava de frente pra a rua e que ali, muitas vezes, me acordava de madrugada ao som de lindas serenatas. Eu era uma menina ingênua e cheia de sonhos pueris.

     No entanto, muitos anos se passaram, mas meus irmãos ainda continuam em mim e o meu sobrado também. Nossos avós se foram e nossos pais se mudaram pra casa que antes eram de deles, todos nós casamos e tivemos filhos, mas por longos anos continuamos a nos encontrar, aos domingos, para um churrasco regado a muitas risadas e brincadeiras. Até hoje me lembro da nossa mãe sacudindo a sua “barriga”de tanto rir das nossas artes. E entre uma risada e outra, acabávamos a nossa tarde de domingo retornando aos nossos lares com a alma leve e tranquila, pois  sabíamos que os dias passariam rápidos até o próximo domingo, quando todos nos estaríamos juntos novamente.

     Um belo dia, acordei e vi que nossos pais também não estavam mais ali e, aos poucos, todos nós fomos nos afastando uns dos outros, e o fim de cada lembrança foi sendo executado, aos pouquinhos, sem que eu percebesse, já faz bastante tempo.O sonho, já sem forças, foi se apequenando, restando apenas, ainda, algumas lembranças que teimam em continuar em mim. Tenho sonhado com elas noites seguidas. Fecho os olhos, e me vejo ora correndo atrás de meus irmãos, ora zelando por eles, nos momentos de suas peraltices.

     E o sonho adormeceu e eu não me apercebi do enorme vazio que estava tomando conta do meu ser. Cresci, amadureci e me tornei mulher; descobri um novo mundo, cheio de armadilhas e traições. Mas mesmo assim, de vez em quando, o sonho se revira em minha cama de noite e ele se recorda daqueles dias em que tudo era encanto e magia.

    Velhos companheiros das sacanagens jamais esquecidas. Em que mundo vocês se escondem? Será que só eu sinto saudades daqueles momentos mágicos onde havia cumplicidade entre nós? Aqueles domingos há muito se perderam, mas eu ainda navego por eles. Sei que nunca mais será como antes, pois “Nunca é o mesmo rio  que passa por nós”.

      O passado não volta mais e o presente se me apresenta em sobressalto e quanto ao futuro? Ah, este não me pertence! Está repleto de incertezas, no entanto suavizado pela esperança de que um dia eu ainda possa novamente viver momentos como aqueles ao lado dos meus amados irmãos. Sou daquelas que ainda acredita em milagres, basta apenas um toque, apenas um chamamento e os momentos mágicos renascerão.     

                                                      ALDA MARIA KRUSE DA COSTA

segunda-feira, 23 de julho de 2012


FOTOS TIRADAS NO BALNEÁRIO CAMBORIÚ, EM SANTA CATARINA
18/07/2012